Pimenta Neves levou livros sobre suicídio e punição para cadeia no Bom Retiro

O jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves, preso na noite desta terça-feira pelo assassinato da também jornalista Sandra Gomide em 2000, levou para a delegacia do Bom Retiro livros sobre prisão, religião, suicídio e uma obra de Shakespeare.

De acordo com o delegado Waldomiro Milanesi, da Divisão de Capturas da Polícia Civil, que atuou na prisão do jornalista, ao ser abordado pelos policiais, Pimenta Neves disse que já tinha uma mala pronta há cerca de um mês e pediu permissão para levar alguns livros.

As obras escolhidas foram “Vigiar e Punir”, de Michel Foucault (que fala sobre punição e legislação penal), “O Deus Selvagem”, de A. Alvarez (que fala sobre suicídio), “Sermões”, de padre Antônio Vieira e um livro de Shakspeare, que o delegado não identificou.

O delegado diz que cabe à administração penitenciária decidir agora se o jornalista poderá ficar com os livros no presídio.





Milanesi conta que acompanhou a entrada do caso Pimenta Neves na pauta do STF (Supremo Tribunal Federal) e, quando o pedido de prisão foi anunciado, uma equipe da polícia já estava em frente à casa do jornalista.

“A equipe que chegou primeiro constatou que o imóvel tinha as luzes acesas, fez um policiamento na rua de trás para evitar eventual fuga e aguardou para que a gente pudesse chegar lá”, diz.

Segundo Milanesi, Pimenta Neves se mostrou tranquilo na abordagem e pediu apenas para telefonar para seu advogado e levar os livros para a delegacia.

“O comportamento dele estava tranquilo, concordando com as nossas decisões. Ele falou que tem três irmãs e duas filhas, mas mora sozinho. Não quis se comunicar com mais ninguém, apenas com o advogado. Nem nós nos manifestamos e nem ele falou sobre a decisão que foi decretada pelo Supremo e nem sobre o caso dele”, afirma Milanesi.

Fonte: Folha.com





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