Moradores do Bom Retiro calculam prejuízos causados pela chuva

Moradores do Bairro Bom Retiro, no Centro de São Paulo, calculavam no início da tarde desta terça-feira (11) os prejuízos causados pelo temporal que atingiu a capital paulista na noite de segunda-feira (10) e durante esta madrugada. A chuva causou mais de cem pontos de alagamento, destruição e mortes.

A faxineira Elza Soares dos Santos, de 58 anos, mora há 15 anos em um pequeno imóvel na Rua Anhaia. Em todo esse tempo, afirma, nunca viu algo semelhante ao que aconteceu na madrugada. “A água começou a sair do ralo. Depois, veio da rua”, disse.

A velocidade da enxurrada a impressionou. Enquanto a água e a lama entravam nos cômodos, ela e o marido, o vidraceiro Vail Francisco de Lima, de 54 anos, tentaram salvar seus pertences. “Subi o que consegui subir”, contou. Um guarda-roupa, colchões e a geladeira foram atingidos pela enchente.





Vizinho do casal, o polidor de carros Cristiano Moreira de Oliveira, de 22 anos, faltou no serviço para poder ajudar a arrumar sua casa e a cuidar dos sobrinhos. “Na hora da chuva, pensei que a água ficaria parada e não entraria em casa”, afirmou. Por volta da 1h, porém, uma enxurrada invadiu a sala, o quarto e a cozinha, destruindo camas, sofá, móveis e uma geladeira.

Segundo seus cálculos, a enchente chegou alcançar um metro de altura. Assim como a faxineira Elza, Oliveira correu para levantar móveis, roupas e eletrodomésticos. “Pelo menos salvei o computador e a televisão.”

Irmã do rapaz, a ajudante Priscila Oliveira, de 25 anos, teme que um novo temporal atinja São Paulo nos próximos dias. “Enquanto o tempo estiver estranho, os móveis vão continuar levantados.”

Menos apreensivo, o vidraceiro Lima afirmou, enquanto lavava a calçada em frente à sua casa: “Se chover, a gente limpa tudo de novo. É a vida.”

Fonte: G1





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