Clube de Regatas Tietê fecha após 105 anos no Bom Retiro

Um oficial de justiça selou, nesta segunda-feira (26), o destino de um dos clubes mais antigos de São Paulo: o Clube de Regatas Tietê. O terreno de quase 60 mil metros quadrados é da Prefeitura de São Paulo e foi emprestado sem a cobrança de nenhum valor. Com o fim do contrato, em 2009, a Prefeitura decidiu não renovar e pediu a área de volta, para transformar o espaço em um centro de formação de atletas.

No começo da tarde, o oficial de justiça Valdemir Leme Maciel trouxe o documento. “A ordem vai ser cumprida entre amanhã e quarta-feira”, disse. O clube tem dívidas trabalhistas e tributárias que chegam a R$ 25 milhões, valor que não tem como pagar com seus cerca de 600 sócios (na década de 1970, chegou a ter 35 mil integrantes).

O Tietê ainda pede na Justiça uma indenização à Prefeitura pelas mudanças feitas no local. “Em 105 anos foram feiras várias melhorias na área, e nós entendemos que esses pagamentos das benfeitorias o Tietê tem todo o direito de reaver”, disse o advogado do clube, Caio Marcelo Dias.





O clube revelou nomes importantes do esporte nacional, como Maria Lenk, a nadadora mais famosa do Brasil, e a tenista Maria Esther Bueno, que ganhou vários títulos internacionais entre os anos 50 e 70.

O acervo do clube reúne 2.200 troféus e medalhas conquistados em 105 anos. “Isso aqui [o acervo] é a coisa mais importante que a gente tem, não pode ser jogado assim. Então eles têm que dar um prazo para a gente achar um lugar decente”, disse o presidente do Tietê, Lauro Melo. “A ficha ainda não caiu, sabe? Está difícil cair essa ficha”, acrescentou.

No terreno funciona também uma unidade da Faculdade Zumbi dos Palmares, do governo federal, e uma escola de ensino fundamental. A Prefeitura disse que os alunos não serão prejudicados.

Fonte: G1





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