Bom Retiro: Camerata Erudita faz concerto com o maestro convidado Israel Menezes

Dia 26 de abril de 2013, às 20h30, o grupo paulistano Camerata Erudita faz concerto gratuito de obras de compositores internacionais na Oficina Cultural Oswald de Andrade, com regência do maestro Israel Menezes. O grupo tem como prática convidar solistas para suas apresentações e no próximo concerto haverá a participação do violista William Rodrigues.

O repertório atual da Camerata Erudita é composto pelas obras Concerto para viola em dó menor – Johann Cristian Bach (Henri Casadesus) e Concertos Grossos Op 6, nºs 1 e 03, de Arcangelo Corelli.

Sobre o repertório

CONCERTO PARA VIOLA EM DÓ MENOR JOHANN CRISTIAN BACH (HENRI CASADESUS)
Considerado um dos mais belos já escritos, mas ainda poucos sabem que ele é na verdade um grande (e belíssimo) engodo de Henri Casadesus. Casadesus era um exímio violista e aficionado em música antiga.

Tornou-se importante intérprete de compositores barrocos e classicistas e pesquisador da música e dos instrumentos dos séculos XVII e XVIII. Formou, com seu irmão, cunhada, esposa e um amigo a Societè des Instruments Anciens (1901-1939), que se dedicou por quase quarenta anos a divulgar a música antiga e a executá-la com instrumentos de época: viola d’amore (Henri Casadesus), quinton (Marius Casadesus), viola da gamba (Lucette Casadesus), baixo de viola (M. Devilliers) e cravo (Regine Palamí-Casadesus). Ocorreu então que os membros da Societè, Henri e Marius, se enveredaram pela composição e, não se sabe se tímidos por não acharem suas obras muito boas, ou querendo prestar homenagens a outros compositores ou simplesmente por acharem que composições suas não trariam repercussão, colocaram os nomes de outros autores já consagrados em suas obras, inventando histórias de que teriam descoberto peças inéditas dos mesmos.

Com grande conhecimento as características compositivas dos que interpretavam, surgiram então obras com autorias forjadas, como a Suíte para Quarteto de Cordas e o Concerto em Ré para Pequena Orquestra, de C.P.E.Bach e os Concertos para Viola e Orquestra em Si Menor de Händel e em Dó Menor de J.C.Bach. Todas foram compostas, na verdade, por Henri Casadesus, que as publicava como sendo apenas seu editor.

No intuito de homenagear seus autores prediletos, Casadesus não percebia que sua obra era de grande qualidade e que merecia levar o nome verdadeiro do autor. Essas peças foram executadas por anos a fio com as autorias forjadas que o musicista francês lhes deu. Mais recentemente optou-se por colocar a autoria de Henri Casadesus e acrescentar ao título da música que se trata de obra “no estilo” do autor que aparecia na edição original. Ainda assim, é muito comum até os dias atuais que se vejam essas obras sendo executadas sob as autorias que lhes foram atribuídas por ele.

CONCERTOS GROSSOS OP 6 – NºS 1 e 03 – ARCANGELO CORELLI
Arcangelo Corelli foi o mais famoso violinista-compositor do barroco e um dos mais influentes depois de Cláudio Monteverdi. Embora sua produção integral resuma-se a seis antologias, sua escrita instrumental era admirada pelo refinamento harmônico e estilo brilhante, tendo sido referência crucial para muitos compositores, entre eles Johann Sebastian Bach e Georg Friedrich Haendel. Sobre ele repousa o mérito de ter favorecido a expansão do CONCERTO GROSSO e contribuído de modo decisivo para o enobrecimento do violino. Derivado da viola, o violino surgiu em meados do século XIV, sempre relegado às festas populares e à idéia de vagabundagem e ao gosto duvidoso. Timidamente introduzido nos salões do início do século XVII, recebeu depois, com Corelli, brilhante tratamento técnico e conquistou definitivamente a corte. Contrariamente à maioria dos grandes nomes da música barroca, Corelli produziu pouco, abordando apenas poucas formas de expressão musical existente em seu tempo. Jamais escreveu para voz. Sua glória repousa inteiramente em seis coletâneas de música instrumental, todas elas dedicadas aos instrumentos de arco. As quatro primeiras delas dedica-se aos trios, a quinta é o famoso livro de sonatas para violino solo e baixo; e a sexta obra, os doze Concertos Grossos.





Camerata Erudita
A Camerata Erudita é uma orquestra de câmara criada e idealizada pelo maestro Miguel Forte. Seu objetivo consiste na execução e divulgação da chamada “música de câmara”, originalmente escrita para pequenos espaços. Seu maestro e seus integrantes viram nesse trabalho a oportunidade de escolher seu repertório e disseminar o conhecimento adquirido em diferentes trabalhos profissionais na área musical. Composta na sua maioria por jovens participantes de companhias de óperas, grupos de câmara e orquestras sinfônicas de São Paulo, a Camerata Erudita vem se destacando pelo critério na escolha de seu repertório e também pela busca da excelência na execução dos mesmos, valendo-se sempre de grandes nomes da música nacional para transmitirem seus conhecimentos, buscando assim formar sua própria identidade.

Maestro ISRAEL MENEZES
Bacharel em Regência e Mestrado pela UFRJ onde foi professor substituto por quatro anos, com cursos de extensão em Regência na Inglaterra na Ernst Read Music Association (ERMA), tem atuado como Maestro convidado em diversas orquestras, no Brasil e no exterior, produzindo obras em primeira audição mundial, e levando por diversas vezes programa inteiros de compositores brasileiros com orquestras estrangeiras. Tem Regido orquestras na França, Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, Egito e Armênia. É Fundador e Regente Titular da Orquestra Rio Camerata (www.orc.art.br) desde 1986 e da Orquestra de Câmara do CSVP, Niterói-RJ. É membro titular da Academia Nacional de Música e em Julho de 2011 foi Laureado em São Paulo pela associação Brasileira de Artes, Cultura e Educação com a “Comenda Carlos Gomes”.

Violista WILLIAM RODRIGUES
Iniciou seus estudos musicais em 1993 aos 15 anos de idade com o violino, tendo como Professor Uwe Kleber na escola municipal de musica (SP). No ano de 1997 foi selecionado para integrar a classe de alunos da professora Elisa Fukuda. Na Camerata Fukuda, atuou como chefe de naipe das violas, sob a batuta de Celso Antunes e Roberto Minczuk. No ano de 1999 recebeu o Prêmio de Melhor Intérprete de Música Brasileira no Concurso Jovens Solistas de Piracicaba. Neste mesmo ano participou do Festival de Inverno em Campos do Jordão. No ano de 2000 gravou o CD Convergências com a Camerata Fukuda sob a regência de Celso Antunes.

Participou de Master Class com Horácio Schaefer, Alexandre Razera, Renato Bandel, Cláudio Cruz, Erick Friedman, Sidney Hart e Wilfried Strehle. Em 2005 foi selecionado para integrar a Academia Da Orquestra Sinfônica da USP (OSUSP) sob a regência de Carlos Moreno. Atuou na Orquestra Sinfônica do Estado De São Paulo como músico convidado sob a batuta de John Neschiling e Marin Alsop. Atuou na Orquestra Sinfônica Brasileira, como músico convidado, sob a batuta de Roberto Minczuk e Kurt Mazur e também na Orquestra Petrobras Sinfonica sob a batuta de Issac Karabtchvesk.

Atualmente integra a Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, e atua como chefe de naipe das violas, sob a batuta de Cláudio Cruz, Alex Klein, Rubens Ricciardi e Gian Luigi Zampieri e sob a batuta de Gian Luigi Zampieri atuou como solista a frente da Sinfônica de Ribeirao Preto. Ao lado de Cláudio Cruz integrou o quarteto de cordas do Essemble Mentenanuque, sob a direção artística de Rubens Ricciardi. No ano de 2012 se apresentou como solista frente à Orquestra Filarmonica da USP Ribeirão Preto na peça Brasiliana, de Edino Krieger para viola Solo e Orquestra de cordas. No ano de 2012 também foi selecionado após audição, para atuar como chefe de naipe na Orquestra Filarmônica de São Carlos.

Ficha Técnica

Regente convidado
Israel Menezes

Maestro da Camerata Erudita
Miguel Forte

Solista Convidado – Violista
William Rodrigues

Violinos I
Leonardo Daniel Marques de Oliveira (spalla)
Femke de Vries

Violinos II
Cleiton Carlos França de Moraes
Tiago Figueiredo Dias

Violas
Almir Nunes de Souza Junior
Cesar Augusto Alves Martini

Violoncelos
Valdir Vale Maia
Adriano de Paula Macedo

Contrabaixo
Leopoldo Fernandes de Carvalho

Serviço no bairro do Bom Retiro:

Quando: Dia 26 de abril de 2013, às 20h30, entrada franca
Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade
Endereço: Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – Encontra São Paulo/SP
Informações: 11 3222 2662 Lotação 90 lugares
Duração: 50 minutos
Recomendação: livre
Valores: Entrada franca – retirar os ingressos com meia hora de antecedência





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